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JORNALISTA ABANDONA A PROFISSÃO PARA SER VENDEDOR DE MACONHA

FORÇA POLICIAL | 07:32 |

País vizinho está ‘20 anos’ à nossa frente, diz Fabio Bastos, que vai fabricar cânhamo para a indústria local
Cansado da carreira de jornalista, que há algum tempo não dava bons frutos, o carioca Fabio Bastos, de 34 anos, resolveu partir para um novo ofício: o cultivo de cannabis. — Pensando no que fazer, me perguntei: o que eu mais gosto na vida? Então cheguei a duas alternativas: arte ou maconha. Fiquei com a segunda opção — conta Fabio, que, alguns meses depois da epifania, mudou-se para o Uruguai, onde, desde abril, o cultivo, a distribuição e o uso da maconha são legalizados.
Depois de estudar sobre a legislação do país e conseguir mais um sócio e quatro colaboradores uruguaios, Fabio fundou, este mês, a Sediña Marihuana y Derivados. — Pus na cabeça que seria o primeiro brasileiro a ter uma empresa de maconha legal e vim sozinho. Queria estar na vanguarda — afirma o empresário, que, como jornalista, já trabalhara na rádio Roquette Pinto e no canal de TV CNT-Rio. — Quando fui ao DGI (órgão responsável pela arrecadação de impostos no Uruguai) dar entrada na papelada, os funcionários deram risada. Ainda não tinham recebido ninguém interessado em abrir uma empresa do tipo.
Por enquanto, a Sediña só vende papel para enrolar a erva, a seda, além de isqueiro e desberlotador (triturador de fumo), enquanto a plantação cresce. A intenção do empreendedor não é comercializar a erva para uso recreativo, mas produzir a fibra do cânhamo, utilizada na fabricação de roupas, sapatos e bolsas, e vendê-la para a indústria. A primeira colheita, porém, só será feita daqui a dois anos. No momento, Fabio está morando em uma estância, no interior do Uruguai, preparando os 20 hectares de terra para o plantio. As sementes vieram da Holanda e da China, e seu investimento inicial foi de R$ 300 mil, fora a fazenda, que é do sócio. A expectativa é produzir de 25 a 30 toneladas de maconha na primeira colheita. — Nossa autorização é para produção de cânhamo industrial, e o governo uruguaio está levando essa regulamentação a sério. Todos os meses, fiscais vão às plantações para colher amostras e medir o nível de THC — comenta Fabio sobre a principal substância psicoativa encontrada na cannabis. — Nossos arbustos podem ter, no máximo, 0,5% de THC. Os níveis típicos para fumo variam de 16 a 18%.ATÉ POLICIAL ACENDE O BASEADO Apesar da intensa fiscalização, os uruguaios têm aceitado bem a nova atividade econômica. — A qualquer hora em que se ande na rua capital, dá para sentir o cheiro — observa o brasileiro, com cinco pés de maconha para fumo no quintal de casa. — O clima em Montevidéu é muito liberal. Você fuma na porta do bar, na rua, pode até pedir ao policial para acender seu cigarro. Segundo ele, há proliferação por lá das chamadas grow shops, lojas de produtos para cultivo. Mas Fabio sonha exportar seus produtos para o Brasil: — Hoje, há muito preconceito no Brasil. Mas as pessoas precisam saber que a maconha não serve só para fumo. A partir dela se fazem roupas, remédio, óleo e até combustível. Pode ser um substituto para o petróleo, além de gerar empregos e renda no campo. Se no Uruguai o cenário é promissor, no Brasil, é decepcionante, diz o produtor iniciante. PUBLICIDADE — O Uruguai está 20 anos à nossa frente. Há muitas oportunidades no país que o Brasil não me dá. Nem o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo, amedronta o empresário. Caso o ex-presidente Tabaré Vázquez vença, não se esperam grandes mudanças em relação às reformas implementadas pelo governo atual, de José Mujica. Mas pode haver pequenas alterações. Vázquez já questionou, por exemplo, a venda de maconha em farmácias, que, como ainda não foi regulamentada, corre risco de ser derrubada. Já se o opositor Luis Lacalle Pou, do conservador Partido Nacional, ganhar, deverá revogar boa parte da lei aprovada por Mujica, exceto o cultivo para consumo próprio. Fabio não se preocupa. — Estou seguro. Só vejo bandeiras da Frente Ampla (partido de Vázquez) nas ruas — diz, confiante.Fonte;O Globo

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Plágio é crime,Veja;No campo penal: “Art. 184. Violar direitos de autor e os que lhe são conexos: (Redação dada pela Lei nº 10.695, de 1º.7.2003). Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, ou multa. (Redação dada pela Lei nº 10.695, de 1º.7.2003). § 1o Se a violação consistir em reprodução total ou parcial, com intuito de lucro direto ou indireto, por qualquer meio ou processo, de obra intelectual, interpretação, execução ou fonograma, sem autorização expressa do autor, do artista intérprete ou executante, do produtor, conforme o caso, ou de quem os represente: (Redação dada pela Lei nº 10.695, de 1º.7.2003). Pena - reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa. (Redação dada pela Lei nº 10.695, de 1º.7.2003)”.Fonte;Portal A Desgraça