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PM faz simulação de homicídio em praça e gera pânico em moradores

FORÇA POLICIAL | 15:48 |

Três alunos do curso de cabos da PM simularam duplo homicídio e suicídio. Pedestres e imprensa chegaram a noticiar mortes como verdadeiras.
Após descobrir uma traição, o marido mata a mulher, o amante e depois se suicida, tudo isso em uma praça no Centro de Macapá. A cena, mesmo sendo simulada pela Polícia Militar, chamou a atenção e causou pânico na população na manhã desta quarta-feira (15) na Praça da Bandeira.
Alunos do curso de formação de cabos da PM encenaram o ato, que rapidamente repercutiu nas redes sociais como se fosse verdadeiro, enganando até emissoras de rádio que chegaram a noticiar as três mortes como reais. O mototaxista Emerson Silva, de 41 anos, contou que interrompeu o serviço ao ver a cena. “Não pensei duas vezes e logo parei aqui. Vi o casal jogado, um homem morto com uma arma na mão e quis saber quem era, vai que poderia ser algum parente meu", disse ele. Ao saber da verdade, ligou para colegas desfazendo o mal entendido. "Quando descobri que era simulação, confesso que foi um alívio”, relatou.
Para a estudante de direito Kamila Marques, de 21 anos, o susto foi grande, pois ela relata que acompanhou algumas situações com conhecidos que poderiam terminar em crime passional. “Uma amiga minha contou que teve um namorado ciumento, mas que terminou com ele a tempo de evitar uma tragédia. Estava indo para a aula e fui informada sobre o que aconteceu”, disse Kamila.
Na Praça da Bandeira, a cena simulada apresentava uma mulher e o amante que foram mortos a tiros dentro de um carro estacionado na praça. Em seguida o marido, suspeito do crime, se suicidava com um tiro da cabeça em um dos bancos. Eles permaneceram imóveis por alguns minutos no local até a coordenação do curso informar que não passava de uma simulação. A situação atraiu a atenção de pessoas em busca de respostas. Os atores são três alunos do curso de formação de soldados que participavam de uma instrução, que contou ao todo com 45 integrantes, que estavam espalhados sem identificação no local. “Conseguimos nosso objetivo, que é mostrar para a sociedade a valorização da prova e a preservação do local do crime, pois muitas vezes é a população quem chega primeiro no ponto de uma ocorrência e acaba alterando a cena, dificultando a investigação”, explicou o sargento Jaisson Chagas, coordenador da formação. Chagas acrescentou que todo o ambiente foi filmado e futuramente a situação será abordada em um estudo de caso. “Foi incrível, antes de revelarmos o teste, tiveram pessoas que disseram ter ouvido tiros e até visto as três pessoas em outros lugares. Tudo isso será fruto para a formação de 90 cabos para a PM”, concluiu o sargento. Para a produção da cena, serviços de segurança foram avisados previamente para impedir o acionamento de viaturas, porém guarnições da PM e do Serviço Móvel de Atendimento de Urgência (Samu) chegaram a ir para a praça sem saber da simulação.
(Foto: John Pacheco/G1)

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